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Mostrando postagens de abril, 2011

O casulo - parte 2

Segunda página/ Primeiro capítulo -   E aí? Já decidiu pra onde quer ir, senhora aniversariante? – Ela fez uma careta enquanto pensava. - Tava pensando em ir pra alguma danceteria, o que você acha? - Legal! Eu estava mesmo querendo me mexer um pouco! Karen é minha melhor amiga! Sempre foi a pessoa de confiança pra quem eu conto os segredos, com quem eu faço fofoca... É legal, ela também é solteira, e pensa mais ou menos como eu, então para nós o mundo não tem limites... E o Rio de Janeiro é o nosso quintal, é aqui que botamos pra quebrar! Chegamos ao estacionamento da agência, Ricardo e Ângela já esperavam por nós. Quando cheguei achei interessante perguntar o que eles tinham em mente... - E então galera, nossa aniversariante quer dançar, que opções temos? Ricardo? Ângela? Vamos pessoal mais animação! - Bom por mim a gente vai pro Clube Império do Samba, lá é mais calmo, ninguém fica se roçando, tem espaço pra fumantes e só dá gata! – Esse era o Ricardo, sempre pensava em mul...

O casulo

O casulo - Primeira página / Primeiro capítulo.   Desde criança eu sempre gostei de borboletas. Uma vez quando eu tinha seis anos mais ou menos vi um casulo no jardim da minha casa. Fiquei tão curiosa! Nunca tinha visto aquilo... - Mamãe, mamãe, o que é isso? - É um casulo. Daqui vai sair uma linda borboleta! - Uma borboleta? Daqui? - Sim. A borboleta nasce lagarta se esconde aí dentro e troca de roupa, ela veste as asas e sai por aí voando. -É incrível o que nossos pais nos contam quando somos crianças. Sabe qual a minha explicação pra borboleta? Ela se cansa do fato de ter que ficar se rastejando para os lugares e no momento certo ela se liberta. Mais ou menos o que todos nós deveríamos fazer... Vestir nossas asas! - Uau! Que legal mamãe! Eu também posso vestir asas? - No momento certo minha filha... Eu trabalhava na Click, uma empresa de publicidade, na parte de criação. Quase sempre saía com a galera para beber, conhecia muita gente e sempre ia a lugares legais, sempre fi...

Prólogo

    Olá, meu nome é Cintia. Talvez houvesse outras maneiras de começar o que vou te contar, mas no momento nada melhor me ocorreu. Talvez eu possa dizer que não procurei a melhor forma de começar, porque isso não importa... O que eu quero lhe dizer é que o importante não é como começar ou como terminar e sim como prosseguir.   Agora eu posso dizer muitas coisas, inclusive que estou escrevendo de um quarto de hospital, estou aqui para ter minha filha, Lúcia. Bom, por hora, basta saber que ela está dando trabalho, não quer sair. Parece que está confortável e aconchegante aqui dentro. É... É compreensível! Toda a minha vida eu a desejei, acho que desde que eu era criança eu sonhava com ela. O meu desejo no momento é somente ver o seu rosto e tê-la em meus braços por pelo menos um instante.   Eu sempre acreditei em Deus, de muitas formas... Eu já inventei muitas histórias em minha mente para me convencer de que Ele realmente existe... Mas parece ser uma luta e...